Diversificação/Agregação de Valor
Agregar valor
significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal,
diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir
algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais
seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu
nível de satisfação com o produto ou serviço prestado.
As pesquisas
quantitativas e qualitativas podem ajudar na identificação de benefícios de
valor agregado. No caso de uma adega, existem várias oportunidades de
diferenciação, tais como:
• Criação de
programas de fidelidade para os clientes mais assíduos;
• Ampliação de linhas
de produtos, ofertando outras bebidas alcoólicas, azeites, charutos, acessórios
para vinho e taças;
• Venda de produtos
por telefone e pela internet;
• Representação
autorizada de vinícolas;
• Serviço especial de
atendimento a supermercados e restaurantes;
• Serviço de
aperitivos e iguarias no estabelecimento, para o consumo de vinhos no local;
• Oferta de cursos de
vinhos.
Divulgação
A divulgação de uma
adega pode ser realizada através de vários canais de comunicação, porém esse
investimento deve ser planejado e adequado á realidade de cada região e local
do ponto comercial. Abaixo, sugerem-se algumas ações mercadológicas eficientes:
- Divulgar em redes
sociais, tais como; Facebook, Linkedin, Instagram, Google+, Twitter.
- Divulgar através de
e-mail marketing e mensagens via celular (sms).
- Divulgar em sites
especializados em vinhos.
- Confeccionar
folders e flyers para a distribuição em residências;
- Oferecer brindes
para clientes que indicam outros clientes;
- Anunciar em jornais
de bairro e revistas sobre vinhos;
- Oferecer descontos
e pacotes promocionais para produtos combinados;
- Montar um website
com a oferta de produtos para alavancar as vendas;
- Promover eventos de
degustação;
- Participar de
feiras, eventos e festivais de vinhos.
- Divulgar em
empresas, hotéis e restaurante
Outro ponto
importante na divulgação de uma Adega é em relação aos lançamentos de novos
produtos. O consumidor de vinho é um eterno “curioso” e “pesquisador”, gosta de
conhecer a origem e combinações desta bebida com outros alimentos. Por isso,
manter a carta de vinhos sempre atualizada e divulgar os novos vinhos, rótulos
e coleções são estratégias que irão atender, satisfazer e atrair os atuais e
novos clientes.
Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de ADEGA,
assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades
Econômicas) 4723-7/00 como a atividade de exploração de comércio varejista de
bebidas alcoólicas e não alcoólicas, não consumidas no local de venda , poderá
optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de
Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de
Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a
receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos
e sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e
seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais
requisitos previstos na Lei.
Nesse regime, o
empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de
apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples
Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f
azenda.gov.br/SimplesNacional/):
• IRPJ (imposto de
renda da pessoa jurídica);
• CSLL (contribuição
social sobre o lucro);
• PIS (programa de
integração social);
• COFINS
(contribuição para o financiamento da seguridade social);
• ICMS (imposto sobre
circulação de mercadorias e serviços);
• INSS (contribuição
para a Seguridade Social relativa a parte patronal).
Conforme a Lei
Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de
atividade, variam de 4% a 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo
negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo
SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de
atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao
número de meses de atividade no período.
Se o Estado em que o
empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para
o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota
poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução
quando se tratar de PIS e/ou COFINS.
Se a receita bruta
anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o empreendedor,
desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá optar pelo
regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se enquadrar no
MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da
Resolução CGSN nº 94/2011 - Anexo XIII
(http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm
). Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em
valores fixos mensais conforme abaixo:
I) Sem empregado
• 5% do salário
mínimo vigente - a título de contribuição previdenciária do empreendedor;
• R$ 1,00 mensais de
ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias.
II) Com um empregado:
(o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de um salário mínimo
ou piso da categoria)
O empreendedor
recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:
• Retém do empregado
8% de INSS sobre a remuneração;
• Desembolsa 3% de
INSS patronal sobre a remuneração do empregado.
Havendo receita excedente
ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no
sistema SIMPLES NACIONAL.
Para este segmento,
tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa
sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do
estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.
Fundamentos Legais:
Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs
127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN - Comitê Gestor do Simples Nacional
nº 94/2011.
Dicas de Negócio
O consumo de vinho no
Brasil é influenciado por fatores sazonais e pela região geográfica. Enquanto
as cidades mais frias no inverno apresentam padrões europeus de consumo, as
cidades mais quentes, no verão, reduzem drasticamente a média do consumo
nacional. Portanto, o sucesso de uma adega depende do volume constante da venda
de vinhos ao longo de todo o ano. Por isso, é fundamental estimular o consumo
da bebida por meio de cursos de vinhos, degustações patrocinadas, serviço de
aperitivos e iguarias para o consumo de vinhos no local, promoções de vinícolas
e ações conjuntas com bares e restaurantes.
O cliente corporativo
também é importante para o giro do estoque. Um programa de atendimento
preferencial para sommeliers de restaurantes e supermercados garante volumes
expressivos de venda e divulga os vinhos da casa para o público.
O empreendedor deve
familiarizar-se com os termos "Enófilo" e "Enólogo":
1- Enófilo é quem
gosta de vinhos, que faz anotações sobre os vinhos, que frequenta confrarias ou
encontros de vinhos.
2- Enólogo é um
profissonal formado em Agronomia com especialização em Enologia ou formado em
uma faculdade de Enologia. O Enólogo trabalha na vinícola e é responsavel por
todas as decisões de produção do vinho.
Algumas dicas devem
ser repassadas aos clientes ou disponibilizadas no site de uma Adega. São dicas
simples e úteis para o consumidor que busca saber qual a melhor harmonização
e/ou combinação do tipo vinho com os seguintes alimentos:
•Fondue de carne:
vinho tinto, um pouco mais encorpado;
•Fondue de queijo:
vinho branco, mas deve evitar os vinhos das uvas sauvignonblanc e
gewürztraminer;
•Fondue de chocolate:
Vinho tinto encorpado doce, se for de chocolate amargo, é o melhor os portos;
•Fondue Chinês:
vinhos tintos leves e brancos de boa acidez;
•Fondue de Camarão:
vinhos brancos amadeirados de sabor rico, os tintos não são recomendados;
•Queijos mais
duroscomo parmesão, por exemplo: vinhos mais tânicos;
•Queijos mais
cremosos: vinhos com mais acidez;
•Queijos azuis:
vinhos doces ou generosos;
•Queijo Roquefort:
vinhos doces;
•Queijo Gorgonzola:
vinhos tintos potentes;
•Queijos frescos e
sem casca: vinhos brancos leves;
•Queijos macios, de
casca rica, como Cammembert, Brie e Gouda: vinhos tintos de classe e brancos;
•Queijos mais suaves,
do tipo Emmenthal e Gruyère: vinhos tintos pouco tânicos e suaves;
•Queijos de massa
mole tais como os frescos de cabra e ricota: vinhos brancos leves e aromáticos;
•Massas com molhos à
base de tomate: vinho rosé;
•Massas com molhos
com carne: vinho vermelho;
•Massas com molhos
com creme: vinho branco;
•Massas com frutos do
mar: vinho branco;
•Massas ao pesto,
feito à base de azeite de oliva, alho e manjericão: vinho branco;
•Carnes
BrancasGrelhadas ou em molho leve: vinho espumante brutou Branco seco de boa
estrutura, jovem ou maduro ou tinto jovem ou de médio corpo;
•Carnes grelhadas em
molho forte: vinho tinto maduro de médio corpo a robusto;
•Caças de penas,
Pato, CoqauVin: vinho tinto maduro de médio corpo a robusto
•Peru: vinho tinto
leve ou de médio corpo
•Peixes e Frutos do
mar grelhados ou em molho leve ou crus (sushi): vinho espumante brut ou
demi-sec ou vinho branco seco frutado jovem ou levemente maduro;
•Peixes e Frutos do
mar grelhados em molhos fortes: vinho branco maduro de boa estrutura ou Rosé
seco de qualidade ou Tinto jovem de leve ou médio corpo;
•Bacalhau: vinho
tinto jovem ou de médio corpo ou Branco maduro, de bom corpo
•Anchova, atum,
salmão e sardinha: vinho tinto jovem ou de médio corpo ou Branco maduro ou Rosé
de boa estrutura.
Características
Ao escolher um
determinado ramo de negócios, o empreendedor deve identificar-se com o segmento
escolhido. Fazer o que gosta é mais prazeroso e mais produtivo. O ideal é que o
empreendedor aprecie este tipo de bebida.
É fundamental ter
tino comercial, estar atento às tendências do setor e hábitos dos clientes.
Deve identificar os movimentos deste mercado e adaptá-los à sua oferta,
reconhecendo as preferências dos clientes e renovando continuamente a oferta de
produtos.
Caso o empreendedor
assuma as funções de sommelier da adega, algumas competências adicionais são
necessárias. Olfato apurado e boa memória auxiliam na identificação das
características dos vinhos. Hábitos como não fumar e não beber em demasia
também contribui. E, além de tudo, conhecer os rótulos, saber orientar os
clientes sobre as características dos vinhos, sugerir a harmonização com pratos
e prestar informações sobre a conservação adequada das garrafas e a forma
correta de servir.
Outras
características importantes, relacionadas ao risco do negócio, podem ajudar no
sucesso do empreendimento:
• Busca constante de
informações e oportunidades;
• Iniciativa e
persistência;
• Comprometimento;
• Qualidade e
eficiência;
• Capacidade de
estabelecer metas e assumir riscos;
• Planejamento e
monitoramento sistemáticos;
• Independência e
autoconfiança;
• Senso de
oportunidade;
• Conhecimento do
ramo;
• Liderança.
• Capacidade de
negociação
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