COMO MONTAR UM SERVIÇO DE ALIMENTOS CONGELADOS.
Sumário
1. Apresentação
2. Mercado
3. Localização
4. Exigências Legais e Específicas
5. Estrutura
6. Pessoal
7. Equipamentos
8. Matéria Prima/Mercadoria
9. Organização do Processo Produtivo
10. Automação
11. Canais de Distribuição
12. Investimento
13. Capital de Giro
14. Custos
15. Diversificação/Agregação de Valor
16. Divulgação
17. Informações Fiscais e Tributárias
18. Eventos
19. Entidades em Geral
20. Dicas de Negócio
21. Características
22.
Planejamento Financeiro
Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os
tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do
ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como
a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e
dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as
variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis
de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa
de empreender?
A partir da década de 80 os alimentos congelados passaram a
ocupar um espaço importante no cardápio dos brasileiros, principalmente das
classes média e alta, e em maior concentração em regiões onde a participação
das mulheres no mercado de trabalho é grande. Os congelados tornaram-se uma
opção para quem não quer, ou não pode dispor de tempo preparando seus próprios
alimentos, mas também não abre mão de uma alimentação saudável e saborosa.
O congelamento é um eficiente sistema de conservação de
alimentos. É considerado o melhor método de preservação dos mais variados
produtos, mesmo daqueles tidos como perecíveis.
Para os donos de casa modernos, a aquisição de comida
congelada tornou obsoleta a tarefa diária de cozinhar. Estes produtos ajudam na
recepção de visitas inesperadas e eliminam o desperdício de comida, já que os
pratos são retirados do freezer e aquecidos na quantidade certa para cada
ocasião.
O empreendedor que tiver interesse em participar das
oportunidades dessa área de negócios deve, em primeiro lugar, definir
claramente o espaço em que deseja atuar. As oportunidades são amplas, porém, é
importante uma análise sobre os nichos a serem explorados e a decisão sobre o
público a ser atingido, geralmente composto por solteiros e casais jovens.
Desde comida light até massas e pizzas, a oferta de alimentos congelados
precisa agradar o perfil da demanda local.
Outra opção lucrativa é a produção de pães de queijo,
salgados e tortas para lanchonetes, bares, cantinas escolares, quiosques,
pontos de conveniência, restaurantes e buffets. Este mercado traz vantagens de
escala e custos menores de negociação.
O setor está sujeito a uma intensa regulamentação e fiscalização
da Agência de Vigilância Sanitária. As empresas devem detalhar no rótulo as
informações nutricionais e a validade dos alimentos. É importante atentar para
a temperatura de congelamento, que não pode ser superior a 18 graus negativos.
É importante lembrar que os consumidores de alimentos
congelados são muito exigentes. Portanto, deve-se primar pela qualidade dos
produtos, pelas condições de higiene e pela criatividade na escolha do
cardápio.
Atualmente, o mercado de congelados já não possui o mesmo apelo
comercial de 15 anos atrás. Para superar as dificuldades, as empresas precisam
investir na segmentação de mercado, buscar novos nichos e oferecer produtos
diferenciados.
A produção de alimentos de forma sustentável tem aparecido
cada vez mais como missão de empresas do ramo alimentício, que vêem nesse
posicionamento uma maneira de geração de resultados positivos nos aspectos
econômicos, sociais e ambientais, tanto para a empresa como para a sociedade em
que esta está inserida.
Relacionando-se a atividade de produção de alimentos
congelados ao tema de sustentabilidade socioambiental, diversas são as ações
que podem ser realizadas por estas empresas para se alinharem às tendências
globais de consciência ambiental, tais como: contratação de mão de obra local,
desenvolvimento de programas de qualidade de vida no trabalho, priorização de
fornecedores que trabalhem com políticas de sustentabilidade, utilização de
matérias primas orgânicas, sistema de coleta da água da chuva, uso racional de
água, separação de resíduos para coleta seletiva, terceirização de coleta de
óleo vegetal e de orgânicos para compostagem, tratamento de efluentes,
utilização de embalagens recicláveis, dentre outras questões inovadoras que
podem ser utilizadas nas políticas de engajamento econômico, social e ambiental
das empresas.
CONTINUA NO PRÓXIMO POST.
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