sexta-feira, 5 de junho de 2015

Como montar um serviço de aluguel de louças - PARTE 3

9. Organização do Processo Produtivo







Os processos produtivos de uma loja de aluguel de louças são simples, e podem ser classificados da seguinte forma:
Reunião com funcionários antes do início das atividades do dia: o empreendedor deve se reunir, sempre que possível, diariamente com seus funcionários para tratar das atividades previstas para o dia, e outros eventos importantes por acontecer.
Recepção de mercadorias do fornecedor: Os funcionários ou o administrador conferem as mercadorias e as encaminham para o estoque ou direto para a exposição.
Classificação e etiquetagem das peças: Identificando cada componente ou conjunto, de acordo com seu tipo e uso possível.
Registro no Estoque: Os novos produtos deverão ser registrados no estoque, indicando sua classificação, localização e quantidades.
Arrumação das mercadorias na loja: Para facilitar a apresentação e visualização dos produtos pelo público.
Atendimento aos clientes: Recepção do potencial cliente, entendimento de sua necessidade e apresentação das alternativas existentes na loja. O atendimento também pode ser realizado via telefone.
Apresentação de Proposta ou Orçamento: Identificação dos itens selecionados pelo cliente, preços unitários, adição de serviços especiais solicitados, prazos de entrega e local, assim como a negociação.
Registro da transação: Uma vez aceita a proposta pelo cliente, deve-se registrar o pedido, emissão dos documentos fiscais correspondentes, dar entrada no caixa, e agendamento da entrega.
Expedição do pedido: Conferir e preparar os itens a serem entregues ao cliente, incluindo seu perfeito condicionamento e armazenamento.
Entrega e Retirada: Tanto na entrega quanto na retirada dos produtos após seu uso, a conferência dos itens quanto a quantidade e qualidade contratadas, deverão ser feitas na presença do cliente ou alguém por ele indicado.
Retorno ao Estoque: Os produtos após o uso, deverão ser limpos, inspecionados e novamente alocados nos seus respectivos espaços no almoxarifado.
Processos Administrativos – Incluem todas as atividades referentes aos registros das vendas, operações financeiras, contábeis, pagamento de fornecedores, de funcionários e impostos.

10. Automação

Há no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de lojas. Para uma produtividade adequada, devem ser adquiridos sistemas que integrem as compras, estoques, as vendas/locações e os registros contábeis e financeiros. Os softwares possibilitam o controle dos estoques, cadastro de clientes, serviço de mala-direta para clientes e potenciais clientes, controle de estoque de produtos, cadastro de móveis e equipamentos, controle de contas a pagar e a receber, fornecedores, folha de pagamento, fluxo de caixa, fechamento de caixa etc.
Para uma pequena loja deve-se procurar softwares de custo acessível e compatível com o porte do negócio.

11. Canais de Distribuição

Os Canais de Distribuição são os meios ou empresas utilizados para que os produtos ou serviços sejam acessados e cheguem até os seus clientes.
No caso de uma Loja de Aluguel de Louças, o canal é a própria loja, em geral não existindo intermediários nesse negócio. Entretanto, algumas formas de comercialização podem ser muito interessantes e devem ser avaliadas.
As parcerias com empresas que organizam e realizam festas, buffets, restaurantes, clubes, hotéis, etc., podem representar um importante canal para a venda e realização do aluguel de louças, pois essas empresas tem o contato direto com grandes clientes e geralmente apresentam uma agenda bastante intensa de eventos.
Essas empresas podem contratar diretamente os serviços de aluguel, ou indicar a loja para o cliente final. Em ambos os casos, essas parcerias se mostram vantajosas, pois expõem os produtos a um público amplo e qualificado, que irá demandar constantemente esses serviços.
Se levarmos em conta a exposição da loja e dos produtos via internet, e que cada vez mais as pessoas consultam preços e promoções dessa forma, podemos considerar que um bom site e a possibilidade de compra via internet é um excelente meio para a distribuição de uma locadora de louças, com baixo custo e um poder de penetração incomparável.

12. Investimento






O valor do investimento em um negócio de uma LOJA DE ALUGUEL DE LOUÇAS dependerá do porte do projeto.
Caso o empreendedor deseje ter uma visão preliminar à elaboração do PLANO DE NEGÓCIO, é importante que o mesmo realize uma boa Pesquisa de Mercado. Se o candidato a empreendedor já atuou no ramo de “loja de aluguel de louças”, como empresário ou como empregado, não pense que já sabe tudo. Visite o maior número possível de lojas, converse com os proprietários e empregados faça amizade com o maior número possível de empresários, troque ideias, confira as diferentes percepções sobre o mercado, as dificuldades inerentes ao negócio, etc.
Se você não é do ramo, por um lado isto é bom porque não tem vícios e sabe que tem de aprender muito. O caminho é pesquisar, conversar com pessoas que já estão nesse negócio e questionar até entender o melhor possível os seus princípios de funcionamento e rentabilidade.
Somente assim, o futuro empresário terá uma visão mais ampla da complexidade do negócio e avaliar seus custos, riscos e oportunidades.
Deverão ser relacionadas como INVESTIMENTOS, as despesas com:
-imóvel (aluguel ou compra);
-instalações (todos os móveis e máquinas),
-equipamentos,
-contratações de serviços na fase pré-operacional
-documentações para legalização da empresa
-Capital de giro.
Para facilitar o estudo preliminar, elaboramos no quadro abaixo, uma simulação de valores referentes ao investimento, o qual servirá para orientar a pesquisa do empreendedor.
Lembramos que os dados inseridos no mesmo são meramente ilustrativos.


13. Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.
O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão- de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.
Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.
Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão.
No caso de uma loja de aluguel de louças, o empresário deve reservar em torno de 30% do total do investimento inicial para o capital de giro.
Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.
O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão- de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.

Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.
Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão.
No caso de uma loja de aluguel de louças, o empresário deve reservar em torno de 20% do total do investimento inicial para o capital de giro.


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