9. Organização do Processo Produtivo
Os
processos produtivos de uma loja de aluguel de louças são simples, e podem ser
classificados da seguinte forma:
Reunião
com funcionários antes do início das atividades do dia: o empreendedor deve se
reunir, sempre que possível, diariamente com seus funcionários para tratar das
atividades previstas para o dia, e outros eventos importantes por acontecer.
Recepção
de mercadorias do fornecedor: Os funcionários ou o administrador conferem as
mercadorias e as encaminham para o estoque ou direto para a exposição.
Classificação
e etiquetagem das peças: Identificando cada componente ou conjunto, de acordo
com seu tipo e uso possível.
Registro
no Estoque: Os novos produtos deverão ser registrados no estoque, indicando sua
classificação, localização e quantidades.
Arrumação
das mercadorias na loja: Para facilitar a apresentação e visualização dos
produtos pelo público.
Atendimento
aos clientes: Recepção do potencial cliente, entendimento de sua necessidade e
apresentação das alternativas existentes na loja. O atendimento também pode ser
realizado via telefone.
Apresentação
de Proposta ou Orçamento: Identificação dos itens selecionados pelo cliente,
preços unitários, adição de serviços especiais solicitados, prazos de entrega e
local, assim como a negociação.
Registro
da transação: Uma vez aceita a proposta pelo cliente, deve-se registrar o
pedido, emissão dos documentos fiscais correspondentes, dar entrada no caixa, e
agendamento da entrega.
Expedição
do pedido: Conferir e preparar os itens a serem entregues ao cliente, incluindo
seu perfeito condicionamento e armazenamento.
Entrega
e Retirada: Tanto na entrega quanto na retirada dos produtos após seu uso, a
conferência dos itens quanto a quantidade e qualidade contratadas, deverão ser
feitas na presença do cliente ou alguém por ele indicado.
Retorno
ao Estoque: Os produtos após o uso, deverão ser limpos, inspecionados e
novamente alocados nos seus respectivos espaços no almoxarifado.
Processos
Administrativos – Incluem todas as atividades referentes aos registros das
vendas, operações financeiras, contábeis, pagamento de fornecedores, de
funcionários e impostos.
10.
Automação
Há
no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de lojas. Para uma
produtividade adequada, devem ser adquiridos sistemas que integrem as compras,
estoques, as vendas/locações e os registros contábeis e financeiros. Os
softwares possibilitam o controle dos estoques, cadastro de clientes, serviço
de mala-direta para clientes e potenciais clientes, controle de estoque de
produtos, cadastro de móveis e equipamentos, controle de contas a pagar e a
receber, fornecedores, folha de pagamento, fluxo de caixa, fechamento de caixa
etc.
Para
uma pequena loja deve-se procurar softwares de custo acessível e compatível com
o porte do negócio.
11.
Canais de Distribuição
Os
Canais de Distribuição são os meios ou empresas utilizados para que os produtos
ou serviços sejam acessados e cheguem até os seus clientes.
No
caso de uma Loja de Aluguel de Louças, o canal é a própria loja, em geral não
existindo intermediários nesse negócio. Entretanto, algumas formas de
comercialização podem ser muito interessantes e devem ser avaliadas.
As
parcerias com empresas que organizam e realizam festas, buffets, restaurantes,
clubes, hotéis, etc., podem representar um importante canal para a venda e
realização do aluguel de louças, pois essas empresas tem o contato direto com
grandes clientes e geralmente apresentam uma agenda bastante intensa de
eventos.
Essas
empresas podem contratar diretamente os serviços de aluguel, ou indicar a loja
para o cliente final. Em ambos os casos, essas parcerias se mostram vantajosas,
pois expõem os produtos a um público amplo e qualificado, que irá demandar
constantemente esses serviços.
Se
levarmos em conta a exposição da loja e dos produtos via internet, e que cada
vez mais as pessoas consultam preços e promoções dessa forma, podemos
considerar que um bom site e a possibilidade de compra via internet é um
excelente meio para a distribuição de uma locadora de louças, com baixo custo e
um poder de penetração incomparável.
12. Investimento
O
valor do investimento em um negócio de uma LOJA DE ALUGUEL DE LOUÇAS dependerá
do porte do projeto.
Caso
o empreendedor deseje ter uma visão preliminar à elaboração do PLANO DE
NEGÓCIO, é importante que o mesmo realize uma boa Pesquisa de Mercado. Se o
candidato a empreendedor já atuou no ramo de “loja de aluguel de louças”, como
empresário ou como empregado, não pense que já sabe tudo. Visite o maior número
possível de lojas, converse com os proprietários e empregados faça amizade com
o maior número possível de empresários, troque ideias, confira as diferentes
percepções sobre o mercado, as dificuldades inerentes ao negócio, etc.
Se
você não é do ramo, por um lado isto é bom porque não tem vícios e sabe que tem
de aprender muito. O caminho é pesquisar, conversar com pessoas que já estão
nesse negócio e questionar até entender o melhor possível os seus princípios de
funcionamento e rentabilidade.
Somente
assim, o futuro empresário terá uma visão mais ampla da complexidade do negócio
e avaliar seus custos, riscos e oportunidades.
Deverão
ser relacionadas como INVESTIMENTOS, as despesas com:
-imóvel
(aluguel ou compra);
-instalações
(todos os móveis e máquinas),
-equipamentos,
-contratações
de serviços na fase pré-operacional
-documentações
para legalização da empresa
-Capital
de giro.
Para
facilitar o estudo preliminar, elaboramos no quadro abaixo, uma simulação de
valores referentes ao investimento, o qual servirá para orientar a pesquisa do
empreendedor.
Lembramos
que os dados inseridos no mesmo são meramente ilustrativos.
13.
Capital de Giro
Capital
de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para
garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma
quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as
oscilações de caixa.
O
capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles:
prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME)
e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto
maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior
será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos
regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a
necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o
prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão- de-obra, aluguel,
impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao
prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de
capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro
disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de
vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto,
o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para
complementar esta necessidade do caixa.
Se
ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem
maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes
para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso,
deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para
honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto,
retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a
ter problemas com seus pagamentos futuros.
Um
fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na
empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as
variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com
precisão.
No
caso de uma loja de aluguel de louças, o empresário deve reservar em torno de
30% do total do investimento inicial para o capital de giro.
Capital
de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para
garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma
quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as
oscilações de caixa.
O
capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles:
prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME)
e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).
Quanto
maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior
será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos
regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a
necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.
Se o
prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão- de-obra, aluguel,
impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao
prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de
capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro
disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de
vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto,
o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para
complementar esta necessidade do caixa.
Se
ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem
maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes
para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso,
deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para
honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto,
retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a
ter problemas com seus pagamentos futuros.
Um
fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na
empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as
variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com
precisão.
No
caso de uma loja de aluguel de louças, o empresário deve reservar em torno de
20% do total do investimento inicial para o capital de giro.
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