Como montar um serviço de coleta de resíduos de construção
Sumário
1. Apresentação
2. Mercado
3. Localização
4. Exigências Legais e Específicas
5. Estrutura
6. Pessoal
7. Equipamentos
8. Matéria Prima/Mercadoria
9. Organização do Processo Produtivo
10. Automação
11. Canais de Distribuição
12. Investimento
13. Capital de Giro
14. Custos
15. Diversificação/Agregação de Valor
16. Divulgação
17. Informações Fiscais e Tributárias
18. Eventos
19. Entidades em Geral
20. Dicas de Negócio
21. Características
Aviso: Antes de conhecer este negócio,
vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e
sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma
oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os
tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se
posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio?
Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações
necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?
As questões e debates relacionados ao
tema ambiental não cessam de crescer. Com o passar dos anos, a humanidade
parece estar dando mais atenção ao fato que a preservação da natureza não é
apenas um discurso “bonito e social”, mas também uma garantia de sobrevivência
e melhoria da qualidade de vida da população. Essa preocupação tem levado o
homem a conseguir desenvolver alternativas sustentáveis que o permitem produzir
obtendo resultados econômicos e sociais positivos garantindo a preservação das
nossas fontes naturais.
A aceleração econômica brasileira dos
últimos anos assegurou um crescimento de diversas atividades produtivas, dentre
as quais podemos destacar a construção civil. De acordo com a Câmara Brasileira
da Indústria da Construção (CBIC) estima-se um crescimento projetado de 5,2% no
Produto Interno Bruto (PIB) do setor em 2012. Na cadeia, a expectativa é de
crescimento ainda maior, entre 8,5% e 9%.
Contudo, apesar da sua relevância
econômica e social (pois também é um setor intensivo em mão-de-obra) para
economia brasileira, a construção civil é um dos setores que mais gera resíduos
e poluição. Nessa perspectiva, é fundamental lembrar que esse setor pode ser
extremamente nocivo para o meio ambiente quando não acordada a importância das
ações de sustentabilidade.
Quando não é dada a destinação final
adequada aos resíduos da construção civil (também chamado de entulho) eles
acabam sendo depositados, clandestinamente, em terrenos baldios, áreas de
preservação permanente, vias e logradouros públicos. Tais resíduos, quando
depositados irregularmente causam impactos que, muitas vezes, podem prejudicar
o meio ambiente e a qualidade de vida da população (Freitas, 2009).
Por esse motivo, nos últimos anos, tem
aumentado gradativamente a atenção voltada aos projetos públicos e privados de
criação de empresas responsáveis pela coleta e reciclagem desses resíduos.
De acordo com Hallack (2009), a
preocupação com o gerenciamento de resíduos da construção civil vem se
consolidando como uma prática importante dentro da concepção de desenvolvimento
sustentável,desta forma, reduzir, reutilizar e reciclar resíduos são práticas
fundamentais a serem estudadas e implementadas nos canteiros de obras.
O entulho apresenta como
características particulares a predominância de materiais inertes e passíveis
de reaproveitamento. A partir de entulhos é possível produzir agregados como
areia e brita para uso em pavimentação, contenção de encostas, canalização de
córregos e uso em argamassas e concreto.
Freitas (2009) afirma que a reciclagem
de resíduos de construção e demolição (o entulho) é uma oportunidade de
transformar despesas numa fonte de faturamento, ou pelo menos reduzir as
despesas com deposições irregulares e volumes de extração de matérias-primas.
A reciclagem deste tipo de resíduos
apresenta vantagens econômicas, sociais e ambientais, como: economia para as
prefeituras em decorrência da diminuição do volume de resíduos a ser coletado e
depositado em locais adequados; para o construtor, que pode executar obras a
menores custos utilizando materiais reciclados; minimização de áreas para
aterro sanitário; redução dos custos dos materiais de construção oriundos da
reciclagem e preservação do meio ambiente natural (Freitas, 2009).
Ainda é importante salientar que, nesse
tipo de atividade, como afirma a Associação Brasileira para Reciclagem de
Resíduos da Construção Civil e Demolição -ABRECON, ser sustentável significa
que no processo, como um todo, não se utiliza, em nenhuma hipótese, recursos
naturais, como pedreiras, cascalhos, terra ou material congênere. A reciclagem
além de contribuir com a limpeza da cidade poupa os rios, represas, terrenos
baldios, o esgotamento sanitário, alivia o impacto nos aterros sanitários e
lixões e até ameniza alagamentos e enchentes, uma vez que, não vai parar em
bueiros e não impermeabiliza o solo.
CONTINUA NO PRÓXIMO POST.

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