Como montar uma clínica de fisioterapia
Sumário
1. Apresentação
2. Mercado
3. Localização
4. Exigências Legais e Específicas
5. Estrutura
6. Pessoal
7. Equipamentos
8. Matéria Prima/Mercadoria
9. Organização do Processo Produtivo
10. Automação
11. Canais de Distribuição
12. Investimento
13. Capital de Giro
14. Custos
15. Diversificação/Agregação de Valor
16. Divulgação
17. Informações Fiscais e Tributárias
18. Eventos
19. Entidades em Geral
20. Dicas de Negócio
21. Características
Aviso:
Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não
fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o
empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a
seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão
geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais
afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como
levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender
A
Fisioterapia é uma ciência da saúde que estuda e pesquisa sobre o movimento
humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades tanto nas
alterações patológicas quanto nas psíquicas e/ou orgânicas, cujo objetivo é
promover, preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade de um
órgão, sistema ou função.
Suas
ações são fundamentadas em recursos físicos e terapêuticos manuais dentre eles
a cinesioterapia, eletroterapia, mecanoterapia, massoterapia, hidroterapia,
termoterapia e crioterapia que previnem, curam, reabilitam e dão funcionalidade
aos indivíduos que sofreram alguns distúrbios cinéticos funcionais gerados por
alterações genéticas, por traumas ou por doenças adquiridas.
Conhecendo
a História da Fisioterapia
Na
Antiguidade (mais ou menos entre 4.000 a.C. e 395 d.C.) havia uma preocupação
em eliminar as doenças através a utilização de agentes físicos (sol, luz,
calor, água e eletricidade), massagens e exercícios físicos. Segundo Shestack
(1979), "Os médicos na Antiguidade conheciam os agentes físicos e os
empregavam em terapia. Já utilizavam a eletroterapia, sob a forma de choques
com um peixe elétrico, no tratamento de certas doenças".
Ainda
nessa época, a China registra obras de cinesioterapia em 2.698 a.C. Na mesma
época na Índia usa-se de exercícios respiratórios para evitar a constipação.
A
Idade Média, caracterizada por uma ordem social estabelecida no plano divino,
foi uma época de lacuna em termos de evolução nos estudos e na atuação na área
da saúde. A alta valorização da alma neste período e o interesse pelo
desenvolvimento da capacidade física pelas camadas mais privilegiadas parecem
ter sido responsáveis por essa lacuna. Desenvolveu-se, portanto nesta época uma
fisioterapia destinada a outros fins que não o curativo e sim o de incremento da
potência física.
Após
esse período de estagnação dos estudos, surge o Renascimento (período entre os
séculos XV e XVI), descrito como um momento de crescimento científico e
literário. Há então, uma retomada dos estudos onde o interesse não se destina
apenas a concepção curativa, mas também a manutenção do estado normal existente
em indivíduos sãos.
Entre
os séculos XVIII e XIX ocorre a industrialização, momento caracterizado por um
avanço na utilização de máquinas e uma transformação social determinada pela
produção em larga escala. Houve o desenvolvimento das cidades, bem como
surgiram condições sanitárias precárias, jornadas de trabalho estafantes, e
condições alimentares insatisfatórias que provocaram a proliferação de novas
doenças.
O
surgimento de novas patologias e epidemias exigiu da medicina um
desenvolvimento nos estudos. Nessa época parece que todos os estudos na área de
saúde concentraram sua atenção ao "tratamento” das doenças e seqüelas e
deixou de lado as outras vertentes iniciadas na época renascentista, a
"manutenção” de uma condição satisfatória e a "prevenção” de doenças.
A atenção ao "tratamento" faz surgir à idéia de atendimento
hospitalar. Mais tarde, ainda no século XIX, surgem as especializações médicas.
A Fisioterapia parece ter seguido a mesma direção dividindo-se em diferentes
especialidades.
No
decorrer da história pode se perceber que a fisioterapia sofreu todas essas
oscilações, passando pela atuação curativa na antiguidade, pela estagnação na
Idade Média, pela atenção preventiva concomitante a curativa durante o
Renascimento e novamente pelo direcionamento puramente curativo durante a
industrialização.
No
Brasil, a utilização dos recursos físicos na assistência à saúde iniciou-se por
volta de 1879, na época da industrialização, devido ao grande número de
acidentados do trabalho, e seus objetivos eram voltados para a assistência
curativa e reabilitadora.
Em
1929 o médico Dr. Waldo Rolim de Moraes, instalou o serviço de fisioterapia do
Instituto Radium Arnaldo Vieira para atender aos pacientes da Santa Casa de
Misericórdia de São Paulo. Posteriormente organizou o serviço de fisioterapia
do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Na
década de 50 a incidência de poliomielite atingia índices alarmantes e como
conseqüência o número de indivíduos portadores de seqüelas motoras e que
necessitavam de uma reabilitação para a vida em sociedade. O número de pessoas
acometidas pelos acidentes de trabalho no Brasil se apresentava como um dos
maiores da América do Sul, e essa expressiva faixa populacional precisava ser
reabilitada para reintegrar o sistema produtivo do país.
Em
1951 surge no Brasil o primeiro curso para a formação de técnicos em
fisioterapia. Em 1956 surgiu o primeiro curso com duração de dois anos para
formar fisioterapeutas que atuassem na reabilitação (Sanchez, 1984, p.31).
Em
1969 a fisioterapia no Brasil foi regulamentada como profissão através do Decreto-Lei
nº 938 de 13 de outubro de 1969.
O
Negócio - Fisioterapia
Com
a regularização da profissão, o profissional terapeuta, desde que possua
formação acadêmica superior, pode atuar, então, como profissional liberal em
qualquer fase do desenvolvimento humano, desde o nascimento até a velhice, seja
na prevenção, na reabilitação ou na remissão de acometimentos que reduzem a
capacidade funcional do indivíduo. Tradicionalmente, o terapeuta presta
serviços nas áreas da saúde como clínicas, consultórios, centros de
reabilitação, hospitais, asilos e em pesquisas. Recentemente, novos espaços têm
surgidos para esta profissão, como a área da educação, esporte e setor
empresarial. Desta feita, pela sua posição como profissional liberal, o
fisioterapeuta, para desenvolver suas atividades, poderá então, abrir
consultório, ou clínica, prestar serviços em hospitais, prefeituras, escolas
especiais, clubes, academias etc.
CONTINUA NO PRÓXIMO POST.
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