COMO MONTAR UMA ADEGA
Sumário
1. Apresentação
2. Mercado
3. Localização
4. Exigências Legais e Específicas
5. Estrutura
6. Pessoal
7. Equipamentos
8. Matéria Prima/Mercadoria
9. Organização do Processo Produtivo
10. Automação
11. Canais de Distribuição
12. Investimento
13. Capital de Giro
14. Custos
15. Diversificação/Agregação de Valor
16. Divulgação
17. Informações Fiscais e Tributárias
18. Eventos
19. Entidades em Geral
20. Dicas de Negócio
21. Características
22.
Planejamento Financeiro
Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os
tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do
ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como
a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e
dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as
variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas
variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a
iniciativa de empreender?
A palavra adega, em seu sentido original, remete a um
compartimento da casa, geralmente subterrâneo com temperatura apropriada, onde
são armazenados vinhos e azeites. Adega (ou wine bar) também dá nome ao
estabelecimento comercial que serve bebidas alcoólicas, especialmente vinhos, e
iguarias em geral. Com a explosão no consumo de vinho no Brasil, estes
estabelecimentos se popularizaram nas grandes cidades e tornaram-se excelentes
oportunidades deinvestimento.
O vinho é uma bebida obtida pela fermentação total ou
parcial da uva fresca ou de seu mosto. Pela importância econômica adquirida em
muitos países produtores e consumidores, o vinho tornou-se objeto de uma ciência
específica – a enologia – dedicada ao estudo de composição, qualidade,
características e processos para sua elaboração.
Segundo evidências arqueológicas, a origem do vinho provém
do sul da Ásia, por volta de seis mil a.c. A bebida estendeu-se pela Europa e
pelo norte da África, difundida por gregos e romanos, tornando-se uma parte
importante de rituais sociais e religiosos. Posteriormente, a partir dos
séculos 16 e 17, os espanhóis levaram a videira para o novo mundo, estimulando
outros países a se tornarem importantes produtores de vinho, tais como Estados
Unidos, Austrália, África do Sul, Chile e Argentina.
No Brasil, 80% dos vinhos produzidos são considerados vinhos
de mesa, elaborados a partir de uvas americanas e híbridas, de sabor intenso e
frutado. O estado do Rio Grande do Sul responde por 95% da produção nacional,
onde 35% são vendidos e engarrafados em São Paulo. Atualmente, a área de
produção vitivinícola no Brasil soma 83,7 mil hectares e são mais de 1,1 mil
vinícolas espalhadas pelo país, a maioria instalada em pequenas propriedades
(média de 2 hectares por família). O país se consolidou como o quinto maior
produtor da bebida no Hemisfério Sul e certamente é um dos mercados que cresce
mais rapidamente no mundo. Apesar do país ainda é considerado um mercado
importador, as vendas de vinhos e espumantes brasileiros cresceram 9,82% em
2013 em comparação com 2012.
Comparativamente a outros países, o brasileiro ainda bebe
pouco vinho e de baixa qualidade. Fatores culturais privilegiam o consumo de
outras bebidas, como cerveja e cachaça. As próprias cervejarias já se
movimentam para conquistar ainda mais espaço, desenvolvendo cervejas Premium e
especiais que competem nos mesmos pontos de venda dos vinhos, com faixas de
preços semelhantes.
Contudo, ao invés de enxergar a taça meio vazia, alguns
empreendedores preferem visualizar a taça meio cheia. A divulgação de diversas
pesquisas científicas que descrevem os benefícios do consumo de vinho tinto
para a prevenção de doenças cardiovascularesdesperta a curiosidade do
brasileiro para a adoção de uma dieta mais mediterrânea.
Outros fatores também apontam para um mercado potencial
magnífico do vinho no Brasil, estimulando o surgimento de adegas
especializadas: o aumento da renda nacional, a invasão de vinhos chilenos e
argentinos com preços atrativos, a intensificação das ações de comunicação e
promoção de vinhos, a difusão de cursos, o aumento das degustações, o
crescimento do volume de buscas por "vinho" no Google, onde as
subcategorias mais buscadas foram “espumante", "tinto",
"branco", "do porto" e "rosé", respectivamente e
o acesso as mídias sociais onde são compartilhadas as experiências dos
consumidores.
Existe uma tendência mundial na produção do vinho que é a
fabricação de vinhos com menor teor alcoólico e mais “ecológicos” que são
elaborados com impacto mínimo ao meio-ambiente e com pouco ou nenhum aditivo. O
desenvolvimento de acessórios para conservação de vinho também buscam inovar e
impulsionar este produto no mercado, tais como: tampa para rosquear feita de
alumínio ou de vidro que facilitam a vedação, outras formas alternativas de
embalagem, como garrafas Pet ou até Tetra Pak.
CONTINUA NO PRÓXIMO POST.
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