terça-feira, 26 de maio de 2015

COMO MONTAR UMA ADEGA - PARTE 1

COMO MONTAR UMA ADEGA





Sumário

1. Apresentação
2. Mercado
3. Localização
4. Exigências Legais e Específicas
5. Estrutura
6. Pessoal
7. Equipamentos
8. Matéria Prima/Mercadoria
9. Organização do Processo Produtivo
10.        Automação
11.        Canais de Distribuição
12.        Investimento
13.        Capital de Giro
14.        Custos
15.        Diversificação/Agregação de Valor
16.        Divulgação
17.        Informações Fiscais e Tributárias
18.        Eventos
19.        Entidades em Geral
20.        Dicas de Negócio
21.        Características
22. Planejamento Financeiro



Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

A palavra adega, em seu sentido original, remete a um compartimento da casa, geralmente subterrâneo com temperatura apropriada, onde são armazenados vinhos e azeites. Adega (ou wine bar) também dá nome ao estabelecimento comercial que serve bebidas alcoólicas, especialmente vinhos, e iguarias em geral. Com a explosão no consumo de vinho no Brasil, estes estabelecimentos se popularizaram nas grandes cidades e tornaram-se excelentes oportunidades deinvestimento.

O vinho é uma bebida obtida pela fermentação total ou parcial da uva fresca ou de seu mosto. Pela importância econômica adquirida em muitos países produtores e consumidores, o vinho tornou-se objeto de uma ciência específica – a enologia – dedicada ao estudo de composição, qualidade, características e processos para sua elaboração.

Segundo evidências arqueológicas, a origem do vinho provém do sul da Ásia, por volta de seis mil a.c. A bebida estendeu-se pela Europa e pelo norte da África, difundida por gregos e romanos, tornando-se uma parte importante de rituais sociais e religiosos. Posteriormente, a partir dos séculos 16 e 17, os espanhóis levaram a videira para o novo mundo, estimulando outros países a se tornarem importantes produtores de vinho, tais como Estados Unidos, Austrália, África do Sul, Chile e Argentina.

No Brasil, 80% dos vinhos produzidos são considerados vinhos de mesa, elaborados a partir de uvas americanas e híbridas, de sabor intenso e frutado. O estado do Rio Grande do Sul responde por 95% da produção nacional, onde 35% são vendidos e engarrafados em São Paulo. Atualmente, a área de produção vitivinícola no Brasil soma 83,7 mil hectares e são mais de 1,1 mil vinícolas espalhadas pelo país, a maioria instalada em pequenas propriedades (média de 2 hectares por família). O país se consolidou como o quinto maior produtor da bebida no Hemisfério Sul e certamente é um dos mercados que cresce mais rapidamente no mundo. Apesar do país ainda é considerado um mercado importador, as vendas de vinhos e espumantes brasileiros cresceram 9,82% em 2013 em comparação com 2012.

Comparativamente a outros países, o brasileiro ainda bebe pouco vinho e de baixa qualidade. Fatores culturais privilegiam o consumo de outras bebidas, como cerveja e cachaça. As próprias cervejarias já se movimentam para conquistar ainda mais espaço, desenvolvendo cervejas Premium e especiais que competem nos mesmos pontos de venda dos vinhos, com faixas de preços semelhantes.

Contudo, ao invés de enxergar a taça meio vazia, alguns empreendedores preferem visualizar a taça meio cheia. A divulgação de diversas pesquisas científicas que descrevem os benefícios do consumo de vinho tinto para a prevenção de doenças cardiovascularesdesperta a curiosidade do brasileiro para a adoção de uma dieta mais mediterrânea.

Outros fatores também apontam para um mercado potencial magnífico do vinho no Brasil, estimulando o surgimento de adegas especializadas: o aumento da renda nacional, a invasão de vinhos chilenos e argentinos com preços atrativos, a intensificação das ações de comunicação e promoção de vinhos, a difusão de cursos, o aumento das degustações, o crescimento do volume de buscas por "vinho" no Google, onde as subcategorias mais buscadas foram “espumante", "tinto", "branco", "do porto" e "rosé", respectivamente e o acesso as mídias sociais onde são compartilhadas as experiências dos consumidores.


Existe uma tendência mundial na produção do vinho que é a fabricação de vinhos com menor teor alcoólico e mais “ecológicos” que são elaborados com impacto mínimo ao meio-ambiente e com pouco ou nenhum aditivo. O desenvolvimento de acessórios para conservação de vinho também buscam inovar e impulsionar este produto no mercado, tais como: tampa para rosquear feita de alumínio ou de vidro que facilitam a vedação, outras formas alternativas de embalagem, como garrafas Pet ou até Tetra Pak.
CONTINUA NO PRÓXIMO POST.

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