quinta-feira, 4 de junho de 2015

Como montar uma confecção de roupas de tricô - PARTE 5


EQUIPAMENTOS





No mercado, há uma grande variedade de marcas e modelos de máquinas de tricô. Para pequenas empresas, as máquinas domésticas são mais adequadas do que as máquinas industriais, pois podem ser operadas manualmente por uma pessoa, possuem um custo razoável de manutenção e não exigem pesados investimentos. Este equipamento permite que o operador molde a peça tecida na própria máquina, ao mesmo tempo em que executa as cavas, os decotes, os alargamentos e os estreitamentos das malhas em produção. Desta forma, nenhum detalhe exige a realização de cortes posteriores. E os acabamentos podem ser realizados manualmente, pela própria tricoteira.

Os equipamentos básicos para a instalação de uma confecção de roupas em tricô são os seguintes:
Para a área administrativa
- 03 computadores completos;
- 01 impressora multifuncional;
- 02 armários de 02 portas;
- 01 estante para guardar documentos;
- 03 mesas;
- 09 cadeiras;
- 01 arquivo de pastas suspensas;
- 03 poltronas individuais;
- 01 mesa de centro;
- 01 aparelho de ar condicionado 12.000 BTU.

Para a fábrica
- 03 máquinas domésticas de tricô;
- 01 bancada de serviço;
- 01 máquina de costura reta;
- 01 máquina overlock;
- Equipamentos e utensílios de apoio;
- Araras e prateleiras.

A disposição dos equipamentos é importante para a integração das atividades do estabelecimento. Portanto, ao fazer o layout da confecção, o empreendedor deve levar em consideração a ambientação, decoração, circulação, ventilação e iluminação. Na área externa, deve-se atentar para a fachada, letreiros, entradas, saídas e estacionamento.

As máquinas de tricô devem estar conservadas, limpas e em bom funcionamento, para garantir a produtividade do negócio, a segurança dos operadores, o controle dos custos de manutenção e o correto cronograma de depreciação.


MATÉRIA PRIMA






A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:
Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.
Obs.: Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.
Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.
Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.
Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

Os principais fornecedores são atacadistas e varejistas de fios. O bom relacionamento com tais organizações é fundamental para oferecer uma ampla variedade de opções aos clientes e obter descontos generosos na compra da matéria-prima. Como a maioria das aquisições é realizada sob encomenda o prazo de entrega de mercadorias precisa ser curto e pontual.

A quantidade e a qualidade dos produtos ofertados aos clientes podem definir o sucesso da confecção. O empreendedor deve conhecer o perfil de sua clientela e oferecer modelos que satisfaçam os seus desejos de consumo.

Uma forma de minimizar o risco do negócio é oferecer uma ampla variedade de peças, para todas as estações do ano. Embora a demanda por roupas em tricô aumente no inverno, a confecção também deve produzir modelos leves para climas mais quentes, como forma de minimizar o impacto da sazonalidade no faturamento do negócio.


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